domingo, 17 de março de 2013
O QUE É FILOSOFIA?
O QUE É FILOSOFIA?
Platão definia a Filosofia como um saber verdadeiro que deve ser usado em
benefício dos seres humanos.
Descartes dizia que a Filosofia é o estudo da sabedoria, conhecimento perfeito de
todas as coisas que os humanos podem alcançar para o uso da vida, a
conservação da saúde e a invenção das técnicas e das artes.
Kant afirmou que a Filosofia é o conhecimento que a razão adquire de si mesma
para saber o que pode conhecer e o que pode fazer, tendo como finalidade a
felicidade humana.
Marx declarou que a Filosofia havia passado muito tempo apenas contemplando
o mundo e que se tratava, agora, de conhecê-lo para transformá-lo, transformação
que traria justiça, abundância e felicidade para todos.
Merleau-Ponty escreveu que a Filosofia é um despertar para ver e mudar nosso
mundo.
Espinosa afirmou que a Filosofia é um caminho árduo e difícil, mas que pode ser
percorrido por todos, se desejarem a liberdade e a felicidade.
Para você, O QUE É FILOSOFIA?
quarta-feira, 13 de março de 2013
Aristóteles e o papel da razão: Nada está no intelecto antes de ter passado pelos sentidos
Apesar de ter
sido discípulo de Platão durante vinte anos, Aristóteles (384-322 a .C.) diverge
profundamente de seu mestre em sua teoria do conhecimento. Isso pode ser
atribuído, em parte, ao profundo interesse de Aristóteles pela natureza (ele
realizou grandes progressos em biologia e física), sem descuidar dos assuntos
humanos, como a ética e a política.
Para
Aristóteles, o dualismo platônico entre mundo sensível e mundo das ideias era
um artifício dispensável para responder à pergunta sobre o conhecimento
verdadeiro. Nossos pensamentos não surgem do contato de nossa alma com o mundo
das ideias, mas da experiência sensível. "Nada está no intelecto sem antes
ter passado pelos sentidos", dizia o filósofo.
Isso
significa que não posso ter ideia de um teiú sem ter observado um diretamente
ou por meio de uma pesquisa científica. Sem isso, "teiú" é apenas uma
palavra vazia de significado. Igualmente vazio ficaria nosso intelecto se não
fosse preenchido pelas informações que os sentidos nos trazem.
Mas nossa
razão não é apenas receptora de informações. Aliás, o que nos distingue como
seres racionais é a capacidade de conhecer. E conhecer está ligado à capacidade
de entender o que a coisa é no que ela tem de essencial. Por exemplo, se digo
que "todos os cavalos são brancos", vou deixar de fora um grande
número de animais que poderiam ser considerados cavalos, mas que não são brancos.
Por isso, ser branco não é algo essencial em um cavalo, mas você nunca
encontrará um cavalo que não seja mamífero, quadrúpede e herbívoro.
O
papel da razão
Conhecer é
perceber o que acontece sempre ou frequentemente. As coisas que acontecem de
modo esporádico ou ao acaso, como o fato de uma pessoa ser baixa ou alta, ter
cabelos castanhos ou escuros, nada disso é essencial. Aristóteles chama essas
características de acidentes.
O erro dos
sofistas (e de muita gente ainda hoje) é o de tomar algo acidental como sendo a
essência. Através desse artifício, diziam que não se pode determinar quem é
Sócrates, porque se Sócrates é músico, então não é filósofo, se é filósofo,
então não é músico. Ora, Sócrates pode ser várias coisas sem que isso mude sua
essência, ou seja, o fato de ser um animal racional como todos nós.
Mas como nós
fazemos para conhecer a definição de algo e separar a essência dos acidentes?
Aí está o papel da razão.
A razão
abstrai, ou seja, classifica, separa e organiza os objetos segundo critérios.
Observando os insetos, percebo que eles são muito diferentes uns dos outros,
mas será que existe algo que todos tenham em comum que me permita classificar
uma barata, um besouro ou um gafanhoto como insetos? Sim, há: todos têm seis
pernas. Se abstrairmos mais um pouco, perceberemos que os insetos são animais,
como os peixes, as aves...
Ato ou potência
E poderíamos
ir mais longe, separando o que é ser, do que não é. E aqui chegamos à outra
grande contribuição de Aristóteles: se o ser é e o não-ser não é, como dizia
Parmênides, então como é possível o movimento?
Segundo
Aristóteles, as coisas podem estar em ato ou em potência. Por exemplo, uma
semente é uma árvore em potência, mas não em ato. Quando germina, a semente
torna-se árvore em ato. O movimento é a passagem do ato à potência e da
potência ao ato.
Qual a causa?
Por outro
lado, se as coisas mudassem completamente ao acaso, não poderíamos conhecê-las.
Conhecer é saber qual a causa de algo. Se tenho uma dor de estômago, mas não
sei a causa, também não posso tratar-me. Conhecendo a causa é possível saber
não só o que a coisa é, mas o que se tornará no futuro. Pois, se determinado
efeito se segue sempre de uma determinada causa, então podemos estabelecer leis
e regras, tal como se opera nos vários ramos da ciência.
Existem
quatro tipos de causas: a causa final, a causa eficiente, a causa formal e a
causa material. Por exemplo, se examinarmos uma estátua, o mármore é a causa
material, a causa eficiente é o escultor, a causa formal é o modelo que serviu
de base para escultura e a causa final é o propósito, que pode ser vender a
obra ou enfeitar a praça.
Há uma
hierarquia entre as causas, sendo a causa final a mais importante. A ciência
que estuda as causas últimas de tudo é chamada de filosofia. Por isso, a tradição
costuma situar a filosofia como a ciência mais elevada ou mãe de todas as
ciências, por ser o ramo do conhecimento que estuda as questões mais gerais e
abstratas.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Avaliação Filosofia
Questão 01
A filosofia
socrática teve como um dos temas centrais a investigação acerca da essência do
homem. Sobre a antropologia desenvolvida por Sócrates, é CORRETO afirmar que:
I. A
antropologia socrática é uma continuidade do que já havia na filosofia grega
acerca da alma (psyché).
II. Para
Sócrates, a resposta à pergunta sobre a essência humana é inequívoca: o homem é
a sua alma.
III. A alma,
para Sócrates, coincide com a consciência pensante e operante, com a nossa
razão.
IV. Para
Sócrates, a alma é a razão universal, da qual o ser humano participa.
a) Somente II
e IV são verdadeiras.
b) Somente II
e III são verdadeiras.
c) Somente I
e III são verdadeiras.
d) Somente
III e IV são verdadeiras.
e) Todas as
alternativas são verdadeiras.
Questão 02
A discussão
acerca do conceito de virtude (areté) aparece na filosofia socrática associada
ao conceito de alma. Neste sentido, é CORRETO afirmar que:
I. Segundo a
filosofia socrática, a areté humana é o que permite à alma ser boa, isto é, ser
aquilo que pela sua natureza deve ser.
II. Na
filosofia socrática, a virtude é compreendida como valores associados à vida
humana, tais como: a saúde, o vigor, a beleza.
III. A
virtude, para Sócrates, significa habilidades e técnicas possíveis de serem
ensinadas para o bem viver.
IV. Para
Sócrates, a virtude é a ciência e o conhecimento.
a) Somente I
e III são verdadeiras.
b) Somente II
e III são verdadeiras.
c) Somente II
e IV são verdadeiras.
d) Somente I
e IV são verdadeiras.
e) Somente I
e II são verdadeiras.
Questão 03
A Filosofia é
uma reflexão crítica a respeito do conhecimento e da ação, a partir da análise
dos pressupostos do pensar e do agir e, portanto, como fundamentação teórica e
crítica dos conhecimentos e das práticas." (Fonte: MEC. Parâmetros
Curriculares Nacionais do Ensino Médio Mais (PCN+EM)). Sobre a reflexão
crítica, assinale a alternativa INCORRETA.
a) A
Filosofia indaga sobre o significado e realidade das coisas.
b) A
Filosofia questiona como as coisas e a realidade se estruturam.
c) A
Filosofia pergunta o que são as coisas, suas origens, causas e efeitos.
d) A
Filosofia é um processo de reflexão, um "conhece-te a ti
mesmo".
e) Para a
Filosofia não é necessário compreender nossa capacidade de conhecer.
Questão 04
"A Lei
9.394/96 (LDB), nos artigos 35 e 36, reafirma a importância da Filosofia na
formação cidadã, pois a Filosofia, além de intencionar a busca do Verdadeiro,
do Belo e do Bom, nasce também com a vocação de buscar a "totalidade
através de uma interdisciplinaridade", intencionando compreender a
sociedade e seus mecanismos" (AMORIN, Fernando de Oliveira. Saber
Acadêmico. n° 07, junho 2009, p. 132). Assinale a alternativa INCORRETA.
a) O processo
de educação deve se orientar através de mecanismos que contemplem a formação
política.
b) A educação
deve ressaltar a formação filosófica com o intuito de originar discursos e
ações.
c) No
processo de formação da consciência crítica, a Filosofia exerce papel
secundário.
d) A educação
filosófica pode acarretar a formação de um discurso contraideológico.
e) A
interdisciplinaridade entre Filosofia e demais ciências é fundamental para a
compreensão do mundo.
Questão 05
"Moral
(mos, moris, "costume"): conjunto de normas livre e conscientemente
adotadas que visam a organizar as relações das pessoas na sociedade, tendo em
vista o bem e o mal; conjunto dos costumes e valores de uma sociedade, com
caráter normativo (regras do comportamento das pessoas em
grupo)". (ARANHA, Maria L. de Arruda. Filosofando: introdução à
filosofia. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2003). Sobre a moral, é CORRETO afirmar
que:
a) o estudo
da moral deixa de ser uma questão de cunho filosófico passando a ser objeto de
estudo da teologia.
b) a moral
não estabelece regras para a vivência em sociedade.
c) a moral se
reduz a um conjunto de normas, regras e valores que são adquiridas através da
herança e recebidas pela tradição.
d) através da
reflexão crítica, o sujeito tende a colocar a moral e os valores vigentes em
questão, questionando-os e criticando-os.
e) não é
possível compreender a moral através do seu caráter histórico e social, pois a
ideia de moral sempre foi a mesma ao longo do tempo histórico.
Questão 06
"A
reflexão filosófica é o movimento pelo qual o pensamento, examinando o que é
pensado por ele, volta-se para si mesmo como fonte desse pensamento"
(CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2005, p. 20).
A esse respeito assinale a alternativa INCORRETA.
a) A reflexão
filosófica é radical, isso significa que ela vai à raiz do problema.
b) A base da
reflexão filosófica encontra-se exclusivamente no mundo objetivo, na realidade
exterior dos homens.
c) Podemos
dizer que a reflexão filosófica é o pensamento interrogando a si mesmo.
d) A reflexão
filosófica é questionamento, "por quê?", "o quê?" e
"para quê?".
e) A crítica
faz parte do processo de reflexão filosófica.
Questão 07
"Ética
(ethos, "costume"): parte da Filosofia que se ocupa com a reflexão a
respeito das noções e princípios que fundamentam a vida moral" (ARANHA,
Maria L. de Arruda. Filosofando: introdução à filosofia. 3. ed. São Paulo:
Moderna, 2003). De acordo com Aranha, sobre os conceitos de ética e moral é
INCORRETO afirmar que:
a) a moral se
refere às regras de comportamento aceitas em determinada época, sendo o sujeito
moral aquele que age bem ou mal, na medida em que ataca e transgride as regras
morais.
b) apesar de
serem usados como sinônimos, os conceitos de moral e ética são
diferentes.
c) a ética se
preocupa com a reflexão sobre os princípios e noções que alicerçam a vida
moral.
d) a ética
também é conhecida como filosofia moral.
e) os
conceitos de moral e ética dizem respeito à mesma ideia, pois não apresentam
nenhuma diferença.
Questão 08
No período
arcaico (séculos VIII a VI a.C.), na Grécia antiga, alguns fatos contribuíram
para o processo de ruptura com o pensamento mítico e a emergência do pensamento
filosófico. Com base nessa informação, a alternativa que contém alguns desses
fatos é a:
a) A invasão
dórica; o apogeu do escravismo; as guerras púnicas.
b) A invasão
da Grécia pelos bárbaros; a lei escrita; a guerra de Tróia.
c) Os
pensamentos dos sofistas; a invenção da moeda; a conquista de Tróia.
d) A fundação
da Pólis (cidade-estado); os poemas de Homero; as guerras médicas.
e) A invenção
da escrita e da moeda; a lei escrita; a fundação da Pólis (cidade-estado).
“O pior é que
as pessoas esperavam que Sócrates respondesse por elas ou para elas, que
soubesse as respostas às perguntas, como os sofistas pareciam saber, mas
Sócrates, para desconcerto geral, dizia: “eu também não sei, por isso estou
perguntando”. (Marilena Chauí, Convite à filosofia, São Paulo. Ática, 2005. p.
41). A partir do texto acima, escolha a alternativa que melhor exprime o método
de filosofia socrática.
a) Assim como
os sofistas, Sócrates se apresenta como o detentor do conhecimento, capaz de
levar seus adversários à posse da verdade.
b) O objetivo
da investigação filosófica é o exame da natureza e da cosmologia, pelo qual são
delimitados os critérios racionais que permitem o abandono dos falsos valores e
que conduzem ao aperfeiçoamento da alma pela ciência. A investigação socrática
não se ocupa das questões éticas e políticas.
c) O método
socrático se divide em duas partes: a primeira destrutiva, conhecida como
ironia e a segunda construtiva, conhecida como Maiêutica. A primeira elimina
falsos saberes e a segunda trata-se de um convite para a “busca” do conhecimento.
d) A
filosofia política, enquanto análise do Estado e sua legislação.
e) A
filosofia da religião, enquanto crítica ao mito.
Sócrates é
tradicionalmente considerado como um marco divisório da filosofia grega. Os
filósofos que o antecederam são chamados pré-socráticos e os que vieram a
partir dele são chamados de pós-socráticos. Seu método, que parte do pressuposto
"só sei que nada sei". Sobre esta frase, é correto afirmar:
a) Sócrates
admite não saber de nada e isto torna seus adversários mais fortes do que ele
nas discussões.
b) Ao
constatar que era incapaz de vencer seus adversários, Sócrates disse tal frase.
c) Esta frase
faz parte de um método, cujo objetivo é “desconstruir” falsos saberes de seus
adversários.
d) Esta frase
foi dita por Platão, discípulo de Sócrates, e usada por ele toda vez que não
conseguia dar uma resposta convincente para um adversário.
e) Esta frase
só vem a confirmar a ignorância do filósofo perante o mundo.
Prof.
Manoelito
Boa
Sorte!!!
quarta-feira, 6 de março de 2013
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N33443
Acesse o LINK acima e assine. Você estará contribuindo para a melhoria da educação de nossas crianças.
O professor Manoelito Antonio Soares Filho, com o apoio da sociedade civil, pretende apresentar na Câmara Municipal de Suzano, um projeto de lei, que dispõe sobre a obrigatoriedade da presença da Filosofia no currículo escolar do Ensino Fundamental. A proposta visa contribuir para o desenvolvimento do senso crítico dos estudantes, colocando-os em contato com os grandes pensadores e com as correntes filosóficas. Além disso, a disciplina de Filosofia tem o potencial de alavancar o interesse de crianças e adolescentes para a cidadania e a construção de uma sociedade mais justa e humanizada.
Há uma luta de longo tempo, contínua e efetiva, pela volta e inclusão definitiva dessa área do conhecimento humano na escola pública, e brigar pela sua presença no cotidiano escolar é uma ajuda na expansão do pensamento e na reflexão crítica destinada à disposição de milhares de jovens.
Artigo 1° - A Filosofia deverá ser conteúdo obrigatório no currículo escolar das séries do ensino fundamental.
Artigo 2° - O ensino da Filosofia será ministrado por professores com formação específica na área.
Artigo 3° - Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas no artigo 1º desta lei.
Artigo 4° - As despesas com a execução desta lei serão suportadas por verbas orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Artigo 5º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
O professor Manoelito Antonio Soares Filho, com o apoio da sociedade civil, pretende apresentar na Câmara Municipal de Suzano, um projeto de lei, que dispõe sobre a obrigatoriedade da presença da Filosofia no currículo escolar do Ensino Fundamental. A proposta visa contribuir para o desenvolvimento do senso crítico dos estudantes, colocando-os em contato com os grandes pensadores e com as correntes filosóficas. Além disso, a disciplina de Filosofia tem o potencial de alavancar o interesse de crianças e adolescentes para a cidadania e a construção de uma sociedade mais justa e humanizada.
Há uma luta de longo tempo, contínua e efetiva, pela volta e inclusão definitiva dessa área do conhecimento humano na escola pública, e brigar pela sua presença no cotidiano escolar é uma ajuda na expansão do pensamento e na reflexão crítica destinada à disposição de milhares de jovens.
Artigo 1° - A Filosofia deverá ser conteúdo obrigatório no currículo escolar das séries do ensino fundamental.
Artigo 2° - O ensino da Filosofia será ministrado por professores com formação específica na área.
Artigo 3° - Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas no artigo 1º desta lei.
Artigo 4° - As despesas com a execução desta lei serão suportadas por verbas orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.
Artigo 5º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Os signatários
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Filosofia: A Alegoria da caverna de Platão
Filosofia: A Alegoria da caverna
A República de Platão
Na República, Platão formula seu modelo ideal de cidade, a cidade justa,
que serve de contraste para a cidade concreta, Atenas, cujo sistema político é
injusto, corrupto e decadente. Para definir o que é a cidade justa, Platão
começa a examinar o que é a justiça, o que o leva a investigar o conhecimento
da justiça e, por fim, o próprio conhecimento. A Alegoria, ou Mito da Caverna,
que se encontra no início do livro VII deste diálogo consiste precisamente em
uma imagem construída por Sócrates para explicar a seu interlocutor, Glauco, o
processo pelo qual o indivíduo passa ao se afastar do mundo do senso comum e da
opinião em busca do saber e da visão do Bem e da Verdade. É este precisamente o
percurso do prisioneiro até transformar-se no sábio, no filósofo, devendo
depois retomar à caverna para cumprir sua tarefa político-pedagógica de
indicar a seus antigos companheiros o caminho.
SÓCRATES: Agora imagine a nossa natureza, segundo o grau de educação que
ela recebeu ou não, de acordo com o quadro que vou fazer. Imagine, pois, homens
que vivem em uma espécie de morada subterrânea em forma de caverna. A entrada
se abre para a luz em toda a largura da fachada. Os homens estão no interior
desde a infância, acorrentados pelas pernas e pelo pescoço, de modo que não
podem mudar de lugar nem voltar a cabeça para ver algo que não esteja diante
deles. A luz lhes vem de um fogo que queima por trás deles, ao longe, no alto.
Entre os prisioneiros e o fogo, há um caminho que sobe. Imagine que esse
caminho é cortado por um pequeno muro, semelhante ao tapume que os exibidores
de marionetes dispõem entre eles e o público, acima do qual manobram as
marionetes e apresentam o espetáculo.
GLAUCO: Entendo.
SÓCRATES: Então, ao longo desse pequeno muro, imagine homens que carregam
todo tipo de objetos fabricados, ultrapassando a altura do muro; estátuas de
homens, figuras de animais, de pedra, madeira ou qualquer outro material.
Provavelmente, entre os carregadores que desfilam ao longo do muro, alguns
falam, outros se calam.
GLAUCO: Estranha descrição e estranhos prisioneiros!
SÓCRATES: Eles são semelhantes a nós. Primeiro, você pensa que, na
situação deles, eles tenham visto algo mais do que as sombras de si mesmos e
dos vizinhos que o fogo projeta na parede da caverna à sua frente?
GLAUCO: Como isso seria possível, se durante toda a vida eles estão
condenados a ficar com a cabeça imóvel?
SÓCRATES: Não acontece o mesmo com os objetos que desfilam?
GLAUCO: É claro.
SÓCRATES: Então, se eles pudessem conversar, não acha que, nomeando as
sombras que vêem, pensariam nomear seres reais?
GLAUCO: Evidentemente.
SÓCRATES: E se, além disso, houvesse um eco vindo da parede diante deles,
quando um dos que passam ao longo do pequeno muro falasse, não acha que ele
tomariam essa voz pela da sombra que desfila à sua frente?
GLAUCO: Sim, por Zeus.
SÓCRATES: Assim sendo, os homens que estão nessas condições não poderiam
considerar nada como verdadeiro, a não ser as sombras dos objetos fabricados.
GLAUCO: Não poderia ser de outra forma.
SÓCRATES: Veja agora o que aconteceria se eles fossem libertados de suas
corrente e curados de sua desrazão. Tudo não aconteceria naturalmente como vou
dizer? Se um desses homens fosse solto, forçado subitamente a levantar-se, a
virar a cabeça, a andar, a olhar para o lado da luz, todos esses movimentos o
fariam sofrer; ele ficaria ofuscado e não poderia distinguir os objetos, dos
quais via apenas as sombras, anteriormente. Na sua opinião. o que ele poderia
responder se lhe dissessem que, antes, ele só via coisas sem consistência, que
agora ele está mais perto da realidade, voltado para objetos mais reais, e que
está vendo melhor? O que ele responderia se lhe designassem cada um dos objetos
que desfilam, obrigando-o, com perguntas, a dizer o que são? Não acha que ele
ficaria embaraçado e que as sombras que ele via antes lhe pareceriam mais
verdadeira" do que os objetos que lhe mostram agora?
GLAUCO: Certamente, elas lhe pareceriam mais verdadeiras.
SÓCRATES: E se o forçassem a olhar para a própria luz, não achas que os
olhos lhe doeriam, que ele viraria as costas e voltaria para as coisas que pode
olhar e que as consideraria verdadeiramente mais nítidas do que as coisas que
lhe mostram?
GLAUCO: Sem dúvida alguma.
SÓCRATES: E se o tirassem de lá à força. se o fizessem subir o íngreme
caminho montanhoso, se não o largassem até arrastá-lo para a luz do sol, ele
não sofreria e se irritaria ao ser assim empurrado para fora? E. chegando à
luz, com os olhos ofuscados pelo seu brilho, não seria capaz de ver nenhum
desses objetos, que nós afirmamos agora serem verdadeiros.
GLAUCO: Ele não poderá vê-los, pejo menos nos primeiros momentos.
SÓCRATES: É preciso que ele se habitue, para que possa ver as coisas do
alto. Primeiro, ele distinguirá mais facilmente as sombras, depois, as imagens
dos homens e dos outros objetos refletidas na água, depois os próprios objetos.
Em segundo lugar, durante a noite, ele poderá contemplar as constelações e o
próprio céu, e voltar o olhar para a luz dos astros e da lua mais facilmente
que durante o dia para o sol e para a luz do sol.
GLAUCO: Sem dúvida
SÓCRATES: Finalmente, ele poderá contemplar o sol, não o seu reflexo nas
águas ou em outra superfície lisa, mas o próprio sol, no lugar do sol, o sol
tal como é.
GLAUCO: Certamente.
SÓCRATES: Depois disso, poderá raciocinar a respeito cio sol, concluir
que é ele que produz as estações e os anos, que governa tudo no mundo visível,
e que é, de algum modo, a causa de tudo o que ele e seus companheiros viam na
caverna.
GLAUCO: É indubitável que ele chegará a essa conclusão.
SÓCRATES: Nesse momento. se ele se lembrar de sua primeira morada, da
ciência que ali se possuía e de seus antigos companheiros, não acha que ficaria
feliz com a mudança e teria pena deles?
GLAUCO: Claro que sim.
SÓCRATES: Quanto às honras e louvores que eles se atribuíam mutuamente
outrora, quanto às recompensas concedidas àquele que fosse dotado de uma visão
mais aguda para discernir a passagem das sombras na parede e de uma memória
mais fiel para se lembrar com exatidão daquelas que precedem certas outras ou
que lhes sucedem. as que vêm juntas. e que, por isso mesmo, era o mais hábil
para conjeturar a que viria depois, acha que nosso homem teria inveja dele, que
as honras e a confiança assim adquiridas entre os companheiros lhe dariam
inveja? Ele não pensaria antes, como o herói de Homero, que mais vale
"viver como escravo de um lavrador" e suportar qualquer provação do
que voltar à visão ilusória da caverna e viver como se vive lá?
GLAUCO: Concordo com você. Ele aceitaria qualquer provação para não viver
como se vive lá.
SÓCRATES: Reflita ainda nisto: suponha que esse homem volte à caverna e
retome o seu antigo lugar. Desta vez, não seria pelas trevas que ele teria os
olhos ofuscados, ao vir diretamente do sol?
GLAUCO: Naturalmente.
SÓCRATES: E se ele tivesse que emitir de novo um juízo sobre as sombras e
entrar em competição com os prisioneiros que continuaram acorrentados, enquanto
sua vista ainda está confusa, seus olhos ainda não se recompuseram, enquanto
lhe deram um tempo curto demais para acostumar-se com a escuridão, ele não
ficaria ridículo? Os prisioneiros não diriam que, depois de ter ido até o alto,
voltou com a vista perdida, que não vale mesmo a pena subir até lá? E se alguém
tentasse retirar os seus laços, fazê-los subir, você acredita que, se pudessem
agarrá-lo e executá-la, não o matariam?
GLAUCO: Sem dúvida alguma, eles o matariam.
SÓCRATES: E agora, meu caro Glauco, é preciso aplicar exatamente essa
alegoria ao que dissemos anteriormente. Devemos assimilar o mundo que
apreendemos pela vista à estada na prisão. a luz do fogo que ilumina a caverna
à ação do sol. Quanto à subida e à contemplação do que há no alto, considera
que se trata da ascensão da alma até o lugar inteligível, e não te enganarás
sobre minha esperança, já que desejas conhecê-la. Deus sabe se há alguma
possibilidade de que ela seja fundada sobre a verdade. Em todo o caso eis o que
me aparece tal como me aparece; nos últimos limites do mundo inteligível
aparece-me a idéia do Bem, que se percebe com dificuldade, mas que não se pode
ver sem concluir que ela é a causa de tudo o que há de reto e de belo. No mundo
visível, ela gera a luz e o senhor da luz. no mundo inteligível ela própria é a
soberana que dispensa a verdade e a inteligência. Acrescento que é preciso
vê-Ia se quer comportar-se com sabedoria, seja na vida privada. seja na vida
pública.
GLAUCO: Tanto quanto sou capaz de compreender-te, concordo contigo.
ATIVIDADE
1. Como Platão representa a
realidade na Alegoria da Caverna?
2. Como se dá o processo de
libertação do prisioneiro? Por que o prisioneiro sofre ao ser libertado?
3. Qual a concepção de
conhecimento que se encontra nesse texto?
4. Por que o prisioneiro, uma
vez tendo se libertado e se transforma no sábio, deve voltar à caverna?
5. O que ocorre na volta do
prisioneiro à caverna?
6. Qual o papel do filósofo
segundo a Alegoria da Caverna?
Prof. Manoelito
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
O ESTADO - HEGEL
O
ESTADO - HEGEL
O
Estado como realização da Ideia
Assim, o
terceiro ponto se refere ao fim a ser atingido por esses meios, ou seja, à
forma que ele atinge no domínio do real. Falamos de meios; acontece que a
execução de um objetivo limitado e subjetivo também exige um elemento material,
já presente, ou a ser obtido para servir a essa realização. Com isso, surge a
pergunta: qual é a matéria em que será realizado o objetivo final da Razão?
Antes de mais nada, ela é o próprio agente subjetivo, os desejos humanos, a
subjetividade em geral. No conhecimento e na vontade do ser humano, como base material,
o racional passa a existir. Já examinamos a vontade subjetiva com sua
finalidade, que é a veracidade da existência real, até onde ela é movida por
uma grande paixão histórica mundial. Como vontade subjetiva em paixões
limitadas, ela é dependente, pode satisfazer seus desejos particulares apenas
dentro de sua dependência. Mas a vontade subjetiva também tem uma vida
material, uma realidade onde se movimenta pela região do ser essencial e em que
tem a própria essência como objetivo de sua existência. Este ser essencial é a
união da vontade subjetiva com a vontade racional, é o conjunto moral, o
Estado. É aquela forma de realidade em que o indivíduo tem e goza de sua
liberdade, mas na condição de conhecer, acreditar e desejar o universo. Não se
deve entender isso como se a vontade subjetiva do indivíduo obtivesse satisfação
e prazer através da vontade comum e esta fosse um meio para isso – como se o
indivíduo limitasse sua liberdade entre os outros indivíduos, de maneira a que
essa limitação comum, a repressão comum a todos, pudesse garantir uma liberdade
pequena para todos. (Isto seria apenas uma liberdade negativa.) Em vez disso,
afirmamos que a lei, a moral, o Estado – e só eles – são a satisfação e a
realidade positiva da liberdade. Uma liberdade pequena e limitada é um simples
capricho, que é exercitado na esfera restrita dos desejos particulares e
limitados.
A vontade
subjetiva, paixão, é a força que realiza, que torna real. A Idéia é a energia
interior da ação, o Estado é a vida que existe externamente, autenticamente
moral. Ela é a união da vontade universal e essencial com a vontade subjetiva
e, como tal, ela é Moral. O indivíduo que vive nessa união tem uma vida
moral, ele possui um valor que consiste apenas nesta existência real." A Antígona
de Sófocles diz: "As ordens divinas não são de ontem, nem de hoje; não,
elas têm uma existência infinita e ninguém poderia dizer de onde elas vieram
." 14 As leis da ética não são acidentais, mas são a própria
racionalidade. A finalidade do Estado é fazer prevalecer o material e se fazer
reconhecer nos feitos reais dos homens e nas suas convicções. É de interesse absoluto
da Razão que este todo moral exista; é nisto que está a justificação e o mérito
de heróis que fundaram Estados – não importa quão primitivos fossem. [O que
conta em um Estado é a ação realizada de acordo com uma vontade comum e
adotando os objetivos universais. Mesmo em um Estado primitivo existe a
sujeição de uma vontade sob a outra, mas isto não significa que o indivíduo não
tenha uma vontade própria, e sim, que a sua vontade particular não vale.
Caprichos e ânsias não têm valor. A particularidade da vontade é já haver sido
repudiada em formações políticas primitivas como essas. O que conta é a vontade
coletiva. Sendo suprimido dessa maneira, o indivíduo irá se afastar,
voltando-se para dentro de si mesmo. Esta é a condição necessária para a
existência do universo, a condição do conhecimento e do pensamento – pois é o pensamento
que o homem tem em comum com o divino." Assim ele surge no Estado; apenas
em cima deste solo, ou seja, no Estado, podem existir a arte e a religião. Os
objetos de nossas reflexões são os povos que se organizaram racionalmente.) Na história
do mundo, apenas estes povos que formam Estados podem chamar a nossa atenção. [Não
se deve imaginar que esse tipo de organização poderia surgir em uma ilha deserta
ou no isolamento. Embora seja verdade que todos os homens se tenham formado na
solidão, eles só o fizeram através da assimilação daquilo que o Estado já havia
criado. O universal não deve ser apenas algo que o indivíduo projeta, mas algo
que já existe. Como tal, ele está presente no Estado, é isto que vale nele.
Aqui, a interioridade é ao mesmo tempo realidade. É uma realidade com vários
aspectos exteriores, mas compreendida aqui na universalidade.
A Idéia
universal se manifesta no Estado. A palavra "manifestação" tem aqui
um significado diferente do habitual. Em geral fazemos a distinção entre poder
(potencialidade) e manifestação, como se a primeira fosse a essência e a
última, não essencial, ou exterior. Até agora não há nenhuma determinação real na
própria categoria de poder, ao passo que onde está o Espírito ou o conceito
real a própria manifestação é o elemento essencial. O critério do Espírito é
sua ação, a sua essência ativa. O homem é sua própria ação, a seqüência de suas
ações, aquilo em que ele mesmo está se fazendo. Assim, o Espírito é essencialmente
Energia e, em relação ao Espírito, não se pode deixar de parte sua
manifestação. A manifestação do Espírito é sua autodeterminação real, este é o
elemento de sua natureza concreta. O Espírito que não se determina é uma
abstração da inteligência. A manifestação do Espírito é sua autodeterminação e
é esta manifestação que temos de investigar na forma de Estados e indivíduos.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
“A condição humana” em Hannah Arendt
Ao começar
sua obra, “A condição humana”, Hannah Arendt alerta: condição humana não é a
mesma coisa que natureza humana. A condição humana diz respeito às formas de
vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver. São condições que tendem a
suprir a existência do homem. As condições variam de acordo com o lugar e o
momento histórico do qual o homem é parte. Nesse sentido todos os homens são
condicionados, até mesmo aqueles que condicionam o comportamento de outros tornam-se
condicionados pelo próprio movimento de condicionar. Sendo assim, somos
condicionados por duas maneiras: Pelos nossos
próprios atos, aquilo que pensamos, nossos sentimentos, em suma os aspectos
internos do condicionamento. Pelo contexto
histórico que vivemos, a cultura, os amigos, a família; são os elementos
externos do condicionamento.
Hannah Arendt
organiza, sistematiza, a condição humana em três aspectos: Labor,Trabalho,Ação.
O “labor” é
processo biológico necessário para a sobrevivência do indivíduo e da espécie
humana. O “trabalho” é atividade de transformar coisas naturais em coisas artificiais,
por exemplo, retiramos madeira da árvore para construir casas, camas, armários,
objetos em geral. É pertinente dizer, - ainda que sedo-, para a autora, o trabalho
não é intrínseco, constitutivo, da espécie humana, em outras palavras, o
trabalho não é a essência do homem. O trabalho é uma atividade que o homem
impôs à sua própria espécie, ou seja, é o resultado de um processo
cultural. O trabalho não é ontológico como imaginado por Marx. Por último a
“ação”. A ação é a necessidade do homem em viver entre seus semelhantes,
sua natureza é eminentemente social. O homem quando nasce precisa de cuidados,
precisa aprender e apreender, para sobreviver. Qualquer criança recém nascida
abandonada no mato morrerá em questão de horas. Por isso dizemos que assim como
outros animais o homem é um animal doméstico, porque precisa aprender e
apreender para sobreviver. A mesma coisa não acontece com aqueles animais que
ao nascer já conseguem sobreviver por conta própria, sem ajuda. A qualidade da
ação supõe seu caráter social ou como escreve Hannah, sua pluralidade.
Tanto ação,
labor e trabalho estão relacionados com o conceito de “Vita Ativa”. Para os
antigos, a “Vita Ativa” é ocupação, inquietude, desassossego. O homem, no
sentido dado pelos gregos antigos, só é capaz de tornar-se homem quando se
distancia da “vida ativa” e se aproxima da vida reflexiva, contemplativa. É
justamente nessa visão de mundo grega que os escravos não são considerados
homens. O escravo ao ocupar a maior parte de seu tempo em tarefas
que visam somente à sobrevivência de si e de outros, é destituído do conceito
grego de homem, mas por outro lado ele não deixa de ser humano. Portanto,
dentro dessa lógica só é homem aquele que tem tempo para pensar, refletir, contemplar.
Nietzsche afirma em seu “Humano, desmasiado humano” que, aquele que não
reserva, pelo menos, ¾ do dia para si é um escravo. A base disso encontramos
em Sócrates: se é apenas para comer, dormir, fazer sexo, que o homem
existe, então, ele não é homem, é um animal. Pois assim era visto o escravo: um
animal. Um animal necessário para à formação de “homens”. É muito importante
salientar que a escravidão da Grécia antiga é bem diferente da escravidão dos
tempos modernos. Pois, na era moderna a escravidão é um meio de baratear a
mão-de-obra, e assim, conseguir maior lucro. Na antiguidade a escravidão é um
meio de permitir que alguns, por exemplos, os filósofos, tivessem o
controle do corpo, das necessidades biológicas; a temperança. Para os gregos, a
escravidão, do ponto de vista de quem se beneficia dela, - os próprios
filósofos da época - salva o homem de sua própria animalidade, e não lhe prende
às tarefas pragmáticas. A dignidade humana só é conquistada através da vida
contemplativa, reflexiva: uma vida sem compromisso com fins pragmáticos.
A religião
cristã toma emprestado a concepção de mundo grega, e vulgariza a dignidade
humana. Agora qualquer indivíduo pode, e deve viver, uma vida contemplativa.
Enquanto na Grécia antiga a vida contemplativa era destinada aos filósofos, no
cristianismo ela é destinada a todos. Essa é única forma que o cristianismo
encontra para convencer os homens a rezar.
Hannah Arendt
identifica três forma dicotômicas de trabalho: Improdutivo e
produtivo; Qualificado e
não qualificado; Intelectual e
manual.
Como a
intenção da autora é mostrar a fraqueza do pensamento de Karl Marx, ela diz que
o conceito de trabalho usado por Marx, é um conceito comum de sua época:
trabalho é trabalho produtivo. Segundo a autora esse conceito de trabalho
produtivo, isto é, trabalho que produz objetos, matéria; eclodiu das mãos dos
fisiocratas. A escolha de Marx pelo uso do termo trabalho como trabalho que
produz, que gera, que cria, estava em moda na época.
Com o avanço
do processo de industrialização haveria de designar algum nome para todo aquele trabalho que não estava ligado ao trabalho industrial, daí nasceu o
trabalho intelectual em contraposição ao trabalho manual. Tanto um como outro,
faz uso das mãos, quando colocados em prática. O intelectual precisa das mãos para
escrever seu pensamento. Nesse sentido o trabalho intelectual também é trabalho
manual. É dessa forma que o trabalho intelectual é integrado dentro do conceito
“trabalho” da revolução industrial. A ideologia que atravessa os tempos
modernos é a seguinte: Qualquer coisa que se faça tem que ser necessariamente
produtivo, tudo deve ser transformado em mercadoria, ou seja, o valor de troca
tem a última palavra.
Qual é o
caráter objetivo implícito do conceito “força de trabalho” em Marx? Compreende
que todos tem a mesma força de trabalho, até mesmo aqueles que são fisicamente
mais fracos. Assim, Marx consegue formar o conceito de “valor de troca”, tempo
de trabalho necessário dispendido para produzir um objeto. Necessário para quem?
Para todos. Se o tempo médio da produção de um sapato é 6 horas, todos os
trabalhadores devem se adequar. Marx não explica como ele consegue calcular o
tempo médio abstrato, o tempo social? Portanto, ele, pressupõe que todos devem
ter a mesma força de trabalho, e desconsidera as diferenças subjetivas. É obvio
que uma criança não tem a mesma força de trabalho de um adulto, nem o
deficiente físico terá a mesma força, sem falar nas diferenças mais minuciosas.
Em suma, Marx pensava que todos devem ter a capacidade de produzir um mesmo
objeto num tanto “x” de horas. E é isso que será exigido pelos proprietários
dos meios de produção.
A força de
trabalho é aquilo que o homem possui por natureza, só cessa com a morte.
Diferente do produto, a força de trabalho não acaba quando o produto termina de
ser produzido. Portanto, a força de trabalho é aquilo que Hannah Arendt entende
por “labor”. “O labor não deixa atrás de si vestígio permanente”. ( 101,
Arendt)
Arendt dá
alguns exemplos que nos pode ajudar entender o conceito de labor. Qual é a
diferença entre um pão e uma mesa? A mesa pode durar anos e o pão dura, como
muito, dois dias. O trabalho é força gasta para produzir a mesa. O labor é a
força dispendida para produzir o pão. Mesa: objeto material produzido para o
uso cotidiano e ocupa lugar no espaço. Pão: elemento material produzido para à
sobrevivência de seres vivos e não ocupa lugar no espaço, visto que durante a
digestão o pão é transformado em energia do corpo.
“O que os
bens de consumo são para a vida humana, os objetos de uso são para o mundo do
homem”.(Arendt) O bem de consumo é o pão e o objeto de uso é a mesa. O primeiro
permite a vida; o segundo é necessário aos relacionamentos humanos. Em suma, o
homem se torna dependente daquilo que produz. E para a autora, torna-se
dependente é torna-se condicionado. Daí encontramos a justificativa do nome do
livro: “A condição humana”. Quais são as condições que o homem se impõe e se
submete para permanecer em sociedade, para viver em coletividade? Se fossemos
analisar essa questão mais pormenorizadamente teríamos necessariamente de falar
sobre auto-repressão do prazer, aquilo que Freud chama de controle do
superego sobre o id. Mas não podemos esquecer que o nosso fim neste trabalho é
perscrutar alguns aspectos e vertentes que o trabalho tem na obra da escritora
alemã.
Sendo assim,
como entender uma realidade que tem como pedra de toque o que chamamos
trabalho? Para que o mundo dê curso à vida é preciso transformar o abstrato em
matéria, o impalpável no papável. Isso é uma necessidade humana. Sociedades
ocidentais e não-ocidentais( tribais) realizam esse processo de maneiras
diferentes. Na primeira, existe o valor de troca, na segunda, não há valor de
troca. A palavra trabalho é um termo, conceito, ocidental que é constitutivo do
capitalismo, das sociedades ocidentalizadas. E este conceito não pode ser
aplicado nas sociedades não ocidentalizadas, onde o capitalismo não existe.
Portanto, não faz sentido dizer que os índios trabalham. Eles não trabalham,
apenas realizam atividades.
Estamos num
ponto delicado do nosso trabalho. Um ponto que é ignorado por grande parte de
estudiosos das ciências. A afirmação: os índios não trabalham, não quer dizer
que eles são preguiçosos, quer dizer que eles não produzem valor de troca,
portanto, não realizam trabalho. Quando Marx pensa que o trabalho pode ser
constitutivo do homem, ele não está usando como pressuposto o conceito valor de
troca. E, é importante entender isso, porque esse foi o lugar onde ele foi mais
mal interpretado. Peço que esqueçam do conceito valor de troca por um momento.
Vamos imaginar aquela velha estória do homem que se encontra isolado, sozinho
numa ilha. Ele quer encontrar alguma forma para sair da ilha. E para isso ele
deverá construir um barco, irá trabalhar. Antes de construir o barco o
homem tem a idéia do que seja um barco, isto é, ele já viu um barco pelo
contato direto. Ao ver um barco pela primeira vez, ele forma o conceito de
barco. Então, imagina um barco, cria a imagem na mente, para depois construí-lo.
A construção do barco dependente necessariamente do conceito barco. Esse
exercício de imaginar e depois construir é próprio do ser humano, e, é nesse
sentido que Marx diz que o homem é o único animal que trabalha. O homem imagina
e depois faz. Se acrescentamos o valor de troca, temos o trabalho capitalista.
O trabalhador da fábrica sabe de antemão qual objeto irá produzir, sabe para
que será usado. Todo objeto antes de ser construído tem sua finalidade, sua
utilidade.
Nesse aspecto
entre o meio (recurso usado para obter um fim) e o fim, temos a distinção entre
objeto e instrumento. O instrumento é usado para produzir o objeto, por
exemplo, o alicate é usado na produção de automóveis. Uma vez acabada a
produção do automóvel, este serve como meio de transporte. A princípio temos o
automóvel como fim, e num segundo momento temos o automóvel como meio. Ele é um
fim em relação ao alicate, e depois, é um meio em relação ao homem. Se em
relação ao alicate temos um objeto, em relação ao homem temos um instrumento. É
nesse sentido que Arendt fala que existe um processo circular entre meio e fim,
instrumento e objeto; em que todo fim se torna meio e todo meio se torna fim.
Assim nos explica Hannah Arendt: “Num mundo estritamente utilitário, todos os
fins tendem a ser de curta duração e a transformar-se em meios para outros
fins.”(Arendt, 167)
Nenhum
instrumento é produzido a bel-prazer, é produzido para atender ao tipo de
objeto desejado. O que realmente importa ao empregador é o objeto final
acabado, o instrumento é apenas o meio. Por isso dizemos que os meios de
produção são instrumentos usados para gerar mais-valia. Usados por quem? Pelo
trabalhador assalariado. Quando o assalariado não percebe que o uso que ele faz
do instrumento, -seu trabalho-, gera mais- valia, dizemos que ele se encontra
num estado de alienação.
Vamos voltar
um pouco na distinção entre trabalho e labor. Já foi dito que o labor é
trabalho gasto para produção de alimentos. Portanto, é o que mantém a saúde do
indivíduo. Só assim ele poderá trabalhar. Nesse aspecto o labor é pré-requisito
do trabalho. O que quer dizer isso? Não é possível, (dentro dos termos de
Arendt), existir trabalho sem labor, ainda que seja possível o inverso. Ao
passo que o labor produz a matéria para incorporá-la ao organismo, o trabalho a
produz para que esta seja usada na produção de outros objetos e na
materialização do abstrato (exemplo, colocar no papel uma ideia).
Uma outra
distinção entre trabalho e labor consiste em que, enquanto o labor exige o
consumo rápido ou imediato, o trabalho não. A lógica do trabalho é a
durabilidade dos objetos. Sua durabilidade permite a acumulação e estoque dos
objetos.
É por meio da
troca de produtos, - troca intermediada pelo valor de troca-, que se dá as
relações humanas, visto que, durante a produção os homens encontram-se isolados
uns aos outros isolamentos nenhum trabalho pode ser produzido “(Arendt, 174).
“Somente quando pára de trabalhar e quando o produto está acabado é que o
trabalhador pode sair do isolamento” (Arendt, 174). Nesse sentido de trabalho,
Arendt imaginara um trabalho industrial. Se incluirmos os serviços, nem uma das
afirmações anteriores se sustentam. Tendo em vista que os serviços são
realizados no contato direto entre os homens.
domingo, 7 de outubro de 2012
Quero parabenizar os vereadores
eleitos em Suzano e aproveitar a oportunidade para alertá-los de que se tornar
vereador não significa se tornar melhor do que os cidadãos comuns, como
pensavam alguns na legislatura 2009/2012 e que agora estão fora, excluídos porque
não cumpriram com o seu papel de representar o seu povo dignamente na Câmara
Municipal, eles não entenderam que eram, puro e simplesmente, o representante desses
que os elegeram.
Mas qual é o significado da
palavra VEREADOR?
Vereador é uma palavra que vem do verbo verear que significa:
administrar, vigiar pelo bem-estar e a segurança dos munícipes.
Vereadores são políticos que possuem um mandato para uma legislatura de
quatro anos e são eleitos de forma direta pela população nas eleições
municipais que acontecem em todo o País a cada quatro anos.
O vereador nada mais é do que um simples interlocutor entre os anseios da
população e a prefeitura.
Na Câmara, ele atua da seguinte
forma:
Apresentando projetos de leis, requerimentos, indicações, emendas e
outras proposições; discutindo e votando todas as matérias de interesse
municipal; organizando estudos e atividades;
Apresentando e investigando denúncias, e elaborando pareceres, nas
comissões permanentes e CEIs (Comissões Especiais de Inquérito); na votação nos
tributos municipais, no Plano Diretor e na organização dos serviços públicos.
É o porta-voz de seus eleitores
junto aos Deputados Estaduais. Federais, Senadores e outras autoridades. O
vereador faz parte do Poder Legislativo, que, em conjunto com o Poder
Executivo, forma o Governo, em respeito ao princípio da independência e
harmonia dos poderes (artigo 2². da constituição Federal).
O vereador deve utilizar-se de suas prerrogativas (privilégio ou vantagem
que possuem os indivíduos de uma determinada classe ou espécie) exclusivamente
para atender ao interesse público, além de respeitar o Poder Executivo.
Deveres do Vereador
Entre os deveres dos vereadores estão os de: residir no município;
comparecer às sessões e nelas permanecendo até o final; desempenhar todos os
encargos que lhe forem atribuídas, prestando informações e emitindo pareceres
nos processos distribuídos.
Propor à Câmara as medidas que julga convenientes aos interesses do
município, à segurança e bem-estar dos munícipes, bem como rejeitar as que lhe
pareçam contrárias ao interesse público.
Deve ainda comunicar sua falta ou ausência quando tiver motivo justo para
deixar de comparecer às sessões plenárias ou reuniões das comissões a que
pertencer; respeitar seus pares; ter conduta pública e privada irrepreensível;
e, sobretudo, conhecer a Lei Orgânica que nada mais é do que uma Constituição
Municipal que regulamenta o município.
Direitos do vereador
A atuação do vereador é ainda mais ampla. Por exemplo: compete ao
vereador: apresentar propostas de emendas à Lei Orgânica do Município; fazer
requerimento, escritos ou verbais, pedindo uma providência determinada ou
resposta sobre uma questão. Obs. O vereador Luiz Reis, durante o seu mandato,
já apresentou cerca de 650 requerimentos e 160 indicações;
Projetos de lei ordinária – que regula matérias de competência da câmara,
com a sanção do prefeito. É aprovado com o voto da maioria dos vereadores
presentes (maioria simples). Obs. O vereador Luiz Reis, durante o seu mandato
já apresentou cerca de 30 projetos de lei ordinária, dos quais 02 se tornaram
leis.
Projetos de lei complementar – que regula matérias de competência da
câmara, com a sanção do prefeito. É aprovado com a maioria absoluta dos votos,
(o documento é apresentado durante a sessão ordinária para ser apreciado e
votado pelos vereadores);
Obs. O vereador Luiz Reis, durante o seu mandato, já apresentou cerca de
10 projetos de lei complementar;
Projetos de Decreto-Legislativo e projeto de resolução; obs. O vereador
Luiz Reis, durante o seu mandato, já apresentou 02 projetos de decreto
legislativo e 02 projetos de resolução.
Os documentos também podem ser encaminhados para outras autoridades;
sugerir indicações, cujo objetivo é propor aos órgãos competentes soluções para
problemas de interesse da população; emitir pareceres escritos ou verbais e
oferecer emendas.
Além disso, pode usar o plenário para: falar sobre assunto de sua livre
escolha, para discutir qualquer proposta; para esclarecer dúvidas; para pedir
questão de ordem (explicar algo ao presidente da Casa ou aos seus pares
(vereadores); para apartear; para relatar propostas; para formular
requerimentos verbais para reclamação).
O vereador deve votar e ser votado para a eleição da Mesa e para escolha
da direção das comissões de que participa; julgar as contas do prefeito; julgar
o prefeito e vereador em determinadas infrações; fiscalizar os atos do
prefeito.
O vereador pode ainda assumir cargos na prefeitura, como o de secretário
Municipal sem perda do mandato. Neste caso, ele (a) deve licenciar-se enquanto
estiver no cargo.
O vereador possui ainda o direito à licença médica ou para resolver
assuntos particulares.
Ele deve ainda participar de todas as discussões e deliberações do
plenário; votar na eleição da Mesa Diretora e das comissões permanentes;
apresentar propostas que visem ao interesse coletivo; Participar de comissões
temporárias;
Fazer uso da palavra na tribuna da Câmara nos casos previstos no
regimento interno; conceder audiência pública (tipo de sessão onde a população
pode se manifestar dando sua opinião e seu ponto de vista) sobre determinado
assunto dentro do horário de funcionamento da Casa de Leis.
O vereador deve fiscalizar a atuação do governo municipal, assegurando que
os recursos públicos estão sendo aplicados de forma correta e de acordo com as
necessidades da comunidade.
Isso pode se feito de diversas formas: Acompanhando os repasses dos
recursos federais e estaduais para que a Prefeitura desenvolva projetos específicos;
Verificando se as obras estão sendo executadas conforme os projetos
aprovados e a qualidade dos serviços públicos, principalmente nas escolas e
postos de saúde, garantir que não esteja faltando merenda, livros, medicamentos
ou profissionais.
Verificar também se o público está sendo atendido com respeito e cortesia
nas repartições públicas.
Manifestação
O vereador pode se manifestar nas sessões ordinárias por meio de
indicações e requerimentos (solicitação escrita pelo vereador que é encaminhado
à Mesa Diretiva). Obs. O vereador Luiz Reis, durante o seu mandato, já produziu
cerca de 180 indicações e 650 requerimentos, visando à melhoria e o bem estar
do cidadão suzanense.
Os documentos são votados pelos vereadores durante a sessão ordinária e
encaminhados para os departamentos competentes do poder executivo, ou seja,
para o Prefeito.
Geralmente, os documentos pedem que os prefeitos resolvam problemas
enfrentados pela população de Suzano, como por exemplo: a implantação de rede
de água, de esgoto, iluminação pública, limpeza de terrenos baldios, entre
outros.
Requerimentos, na maioria das vezes, são incisivos, diretos e pedem uma
providência determinada ou a resposta sobre uma questão de certa importância,
podendo ser dirigido a outras autoridades.
Estes documentos são votados pelos vereadores que podem aprovar ou
rejeitar os pedidos,
Existe ainda, a Moção, que também deve ser apreciada e aprovada pelo
plenário antes de ser enviada a quem de direito. (O documento pode ser de
pesar, louvor, solidariedade ou de repúdio, conforme o caso enfocado).
Competência do Prefeito
Eleições municipais: o que faz um prefeito? O que você precisa saber pra fazer a melhor
escolha de seu representante no poder executivo?
De quatro em quatro anos, elegemos os nossos representantes mais
próximos: os vereadores e prefeitos.
Nada melhor, nada mais cidadão, do que saber um pouco mais sobre os
mandatários do poder executivo municipal (O Prefeito).
Segundo a Constituição Brasileira, promulgada em 1988 e, que no artigo 30
do capítulo IV permanece inalterada, compete aos administradores dos
municípios:
A - Instituir e arrecadar os
tributos de sua competência, bem como aplicar suas rendas, sem prejuízo da
obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em
lei;
B - Organizar e prestar,
diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de
interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial;
C – Manter programas de
educação pré-escolar e de ensino fundamental;
D – Prestar serviços de
atendimento à saúde da população;
E - Promover, no que couber,
adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do
parcelamento e da ocupação do solo urbano;
F - Promover a proteção do
patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação
fiscalizadora federal e estadual.
O prefeito também pode sancionar ou vetar as propostas de lei propostas
pela câmara de vereadores, bem como instituir decretos que ao serem analisado
pelo poder legislativo municipal podem ser aprovados ou rejeitados.
E a constituição também determina que a fiscalização do município seja
exercida pelo Poder Legislativo Municipal - a câmara de vereadores, e pelos
Tribunais mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do
Poder Executivo Municipal.
E diz ainda que as contas do município devem ficar durante sessenta dias,
anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o
qual poderá questionar-lhes a legitimidade na justiça a qualquer momento.
A tão temida Responsabilidade
Fiscal
A Lei de Responsabilidade Fiscal, que disciplina as contas públicas,
determina que da arrecadação municipal, os limites máximos de gasto por poder
ou instituição são de seis por cento para o legislativo municipal e tribunal de
contas do município, quando houver, e cinqüenta e quatro por cento para o
executivo.
A lei ainda determina o máximo de gasto possível com inativos dentre
outras coisas.
Na verdade essa lei se tornou uma justificativa para que muitos prefeitos
estejam imobilizados e, em alguns casos provocou sérios problemas inicialmente
porque com a obrigação de controlar a dívida em muitas prefeituras faltou
recurso até para atividades essenciais.
Para o biomédico Josias Ferreira da Silva, todo prefeito deveria
administrar a cidade como se fosse a casa dele e ficar atento aos problemas
sociais como o desemprego
Um parágrafo da Constituição diz, no capítulo que fala da administração
pública, que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos
órgãos públicos deverão ter caráter educativo, informativo ou de orientação
social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem
promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
Sabendo de todas as atribuições e limitações do cargo de prefeito
municipal,
Cabe a cada eleitor analisar o seguinte: ver se ele está utilizando
corretamente o dinheiro público, se ele está satisfazendo as necessidades do
povo, enfim, se ele está cumprindo com o seu dever que é o de zelar pela
cidade, pelo bem estar do cidadão e só assim, decidir se ele vai continuar
sendo o seu representante no município.
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